Bronquilite viral aguda: e se não for gripe?

Nesta época do ano é muito comum o aparecimento de doenças respiratórias, sendo a Bronquiolite Viral Aguda (BVA) uma delas. Esta pode ser facilmente confundida com uma gripe comum devido terem sintomatologias muito parecidas, porém ela pode ter complicações graves levando a necessidade de atendimento em unidades de terapia intensiva (UTI).

Por definição, a BVA é uma inflamação de vias aéreas inferiores causada por um agente viral sendo o mais frequente o vírus Sincicial. Esta doença acontece em prematuros e em crianças até 2 anos, geralmente do sexo masculino, sendo mais incidente nos primeiros 6 meses de vida.

O quadro clínico é caracterizado por coriza, tosse, febre, irritabilidade e dispneia (falta de ar). Por se tratar de uma doença sazonal, no início do outono e pico no inverno, é um dos principais motivos de consulta em unidades emergenciais pediátricas, sendo que 2 a 7% dessas hospitalizações evolui com insuficiência ventilatória grave, tendo a necessidade de um suporte ventilatório nas UTI’s pediátricas. A atuação da fisioterapia é muito importante para a melhora da função respiratória do lactente, tendo em vista que utiliza técnicas para higiene brônquica (remoção de secreção), desinsuflação e reexpansão pulmonar (trabalham o volume pulmonar) que serão realizadas de acordo com achados clínicos pelo fisioterapeuta.

Além do tratamento fisioterapêutico, é necessária uma abordagem multidisciplinar para esses pacientes, dentre eles: médicos, responsáveis pelo diagnóstico e prescrição de medicamentos, e enfermeiros, responsáveis pela administração da medicação. Para evitar possíveis complicações futuras, tais como a pneumonia e a asma, faz-se necessário um diagnóstico precoce que diferencie uma gripe comum de um caso de BVA, de forma que esses pacientes sejam direcionados ao melhor tratamento.

 

Barbara Soares de Moura e Paloma Fernandez Teixeira Perez alunas do Departamento de Fisioterapia da UNITAU:

Ana Luisa Cortez Faria Alves, Bruna Araujo da Luz Camargo, Jonathan Willian Castro, Luana de Almeida Lemos, Luana Maria Ignez Silva, Victória de Oliveira Capucho, Yasmin de Melo Santos, ex-alunos UNITAU, hoje Fisioterapeutas.

Wendry Maria Paixão Pereira é mestre e doutora em Saúde Pública pela Faculdade de Saúde Pública da USP atualmente é docente do Departamento de Fisioterapia da Universidade de Taubaté (UNITAU).