Atenção: drenagem linfática manual não causa dor

Verão chegando… e aumenta muito o interesse da população por tratamentos que melhorem os contornos corporais, as gordurinhas localizadas e a indesejada “celulite” (cujo nome mais adequado é Fibro Edema Gelóide). Desperta a procura por diversas técnicas e massagens ditas como “redutoras” ou “modeladoras” para tratar condições que não nos agradam esteticamente.

São vários os relatos de pacientes que buscaram estes serviços e foram submetidos a práticas com características obscuras, em especial técnicas de Drenagem Linfática Manual, executadas de forma errônea, causando um sofrimento com manobras extremamente vigorosas, provocando dores intensas e equimoses (manchas na pele, produzidas por extravasamento de sangue), e ainda complicações como microvarizes, piora da celulite e até deslocamento de trombos.

É dever esclarecer que este panorama põe em risco a saúde da população e desvaloriza uma técnica que tem um gigantesco valor científico e clínico. A Drenagem Linfática Manual respeita a anatomia e fisiologia do sistema linfático e a integridade dos tecidos superficiais. Mas, para tanto, deve ser executada de maneira suave, lenta e rítmica, sem causar, em hipótese alguma, danos ou lesões aos tecidos e, principalmente, dor ao paciente. Fique atento ao procedimento correto e não se deixe enganar. Procure um fisioterapeuta, profissional capacitado para proceder a técnica corretamente e atingir resultados benéficos.

Nadiely S. Barros Diniz é fisioterapeuta formada pela PUCCAMP, técnica em Estética Corporal e Facial pelo Senac Campinas, especialista em Fisioterapia Dermato-Funcional pela UNICID, especialista e mestre em Fisiologia do Exercício pela Unifesp, e professora da disciplina de Fisioterapia Dermato-Funcional da Unitau

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