Prevenção de obesidade infantil

Atualmente na América Latina, uma em cada cinco pessoas com menos de 20 anos já apresenta sobrepeso ou obesidade, doença que traz outros sérios problemas de saúde, segundo a ABESO (Associação Brasileira para Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica).

A obesidade não é mais um problema apenas estético, que pode incomodar pelas “brincadeiras de mau gosto” dos colegas. Ela é uma doença capaz de provocar o surgimento de vários outros problemas, como aumento de colesterol e triglicerídeos, diabetes, doenças cardíacas, doenças respiratórias, alterações articulares e dor, dificuldade em participar de diversas atividades – como as aulas de educação física ou até mesmo atividades diárias. Além de tudo isso, ainda ocorre a má formação do esqueleto e doenças emocionais como depressão ou aumento de ansiedade de difícil controle.

Diversos motivos podem interferir no acúmulo de gordura, sobrepeso e obesidade. As crianças em geral ganham peso com facilidade devido a vários fatores como: hábitos alimentares errados, inclinação genética, estilo de vida sedentário, distúrbios psicológicos, problemas na convivência familiar, entre outros.

Sabemos que uma criança acima do peso está muito mais propícia a ter sobrepeso ou obesidade na vida adulta, pois ocorrem mudanças metabólicas, alterações no controle da fome e saciedade, além de registro cerebral no tamanho e quantidade de células de gordura, que são determinantes na facilidade em ganho de peso.

Por tudo isso a melhor maneira de se prevenir a obesidade é a mudança no estilo de vida, levando em consideração o equilíbrio entre alimentação saudável e exercícios físicos, que irão auxiliar diretamente no desenvolvimento emocional correto deste indivíduo.

A criança deve brincar, pular, dançar, se divertir e ser estimulada a atividades todos os dias. Deve também ser apresentada a variedade de alimentos com frequência, uma vez que o paladar também vai evoluindo e mudando com o passar do tempo. Os pais devem estar sempre atentos e por perto para evitar tempo prolongado em frente ao computador, videogames, entre outros, e também ao exagerado consumo de alimentos gordurosos, frituras e refrigerantes.

Participar de perto da vida das crianças é fundamental para ensiná-las a criar hábitos saudáveis que irão ajudá-las a se manter dentro do peso ideal na fase adulta e entender que o equilíbrio é importante para a saúde!

Procure sempre profissionais que podem te orientar, prevenir e ajudar no controle de sintomas!

A obesidade é uma doença séria, crônica e multifatorial que deve ser, prevenida e bem tratada.

Karla Garcez Cusmanich é mestre em Reumatologia pela USP, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, fisioterapeuta certificada pela Surgical Review Corporation como especialista em cuidados bariátricos- Bariatric Specialist Care SRC, professora e supervisora da Prática Fisioterapêutica em Cardiorrespiratória da Unitau

Câncer de Mama: o que a Fisioterapia tem a dizer sobre isso?

Neste mês, em apoio ao “Outubro Rosa”, nós fisioterapeutas intensificamos e estendemos as orientações para a observação e autopalpação das mamas pelas mulheres, sempre que se sentirem confortáveis e a qualquer tempo, reafirmando a importância do diagnóstico precoce como a maior ferramenta de cura na atualidade.

Segundo levantamento do INCA (Instituto Nacional de Câncer), na maior parte dos casos os sinais e sintomas do câncer de mama, incluindo a doença em estágio inicial e intermediário, são identificados pela própria mulher durante o autotoque. O próprio indivíduo, ao avaliar-se, consegue reconhecer a alteração anormal da mama e buscar ajuda profissional. A partir do diagnóstico de câncer de mama e da necessidade de ressecção cirúrgica do tumor e/ou da mama (mastectomia), é frequente a procura pela abordagem fisioterapêutica.

Algumas complicações podem surgir no braço do lado operado, como dor, limitação do movimento, formigamento, dormência e inchaço. Essas complicações são comuns no período pós-operatório, mas, mesmo assim, é possível prevenir e diminuir esses sintomas. Entre as dicas estão: não dormir sobre o lado operado e evitar movimentos repetitivos e com peso. Tendo em vista não somente a recuperação física, mas também a prevenção de complicações e a reintegração da mulher as atividades cotidianas e ocupacionais, o fisioterapeuta, com um conjunto de possibilidades terapêuticas, exerce um papel fundamental na vida da mulher em tratamento contra o câncer de mama, contribuindo para o retorno mais rápido da sua condição funcional e da sua qualidade de vida. Previna-se, informe-se e procure um fisioterapeuta!!

Link importante: http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home/mama/deteccao_precoce

Máyra Cecilia Dellú é fisioterapeuta, doutora em Ciências pela Faculdade de Saúde Pública da USP e diretora do Departamento de Fisioterapia da Universidade de Taubaté.