Acidente Vascular Encefálico: conhecer para mudar!

O acidente vascular cerebral (AVC), popularmente conhecido como derrame, refere-se, de acordo com a OMS, ao desenvolvimento rápido de sinais clínicos de distúrbios focais e/ou globais da função cerebral, com sintomas de duração igual ou superior a 24 horas, de origem vascular, provocando alterações nos planos cognitivo e sensório-motor. Traduzindo: é um dano que ocorre no cérebro, causado por uma alteração nos vasos cerebrais. Essas alterações decorrem da falta sangue no tecido cerebral (isquemia) ou de uma hemorragia cerebral. Como consequência do AVC as funções que são comandadas por áreas cerebrais são perdidas. Por isso a pessoa pode apresentar: dificuldade de mexer um lado do corpo, dificuldade na fala, desorientação espacial, dor de cabeça súbita e muito forte, vômitos e perda da consciência. Estima-se que no Brasil cerca de 2 milhões de pessoas tenham AVC.

Diversos são os fatores de risco para essa doença. Alguns deles, como idade, sexo e raça, não são podem ser alterados, mas outros, relacionados ao estilo de vida, podem ser modificados. Como exemplo, podemos citar o aumento da pressão arterial. Hipertensão arterial eleva em até oito vezes o risco de se ter AVC, diz a Associação Americana de Cardiologia, que a responsabiliza ainda por pelo menos metade dos casos da doença. Outro vilão que pode ser controlado é o Diabetes, que eleva em duas vezes o risco de ter um derrame. Nessa lista de vilões, ainda pode ser incluída uma alimentação rica em sódio e pobre em fibras. Sites (http://stroke.ucla.edu/stroke-risk-calculator; http://www.cvriskcalculator.com ) e aplicativos (riscômetro de AVC) te auxiliam a calcular o seu risco de ter um AVC. Entra lá. Não custa nada e, quem sabe, não te ajude a cumprir a promessa de ter uma vida mais saudável nesse novo ano.

Dra. Karla Rodrigues Cavalcante é mestre em Neurologia pela USP e docente e supervisora da prática fisioterapêutica em Neurologia Adulto da UNITAU.

Obesidade

Você já parou para pensar como o número de pessoas com excesso de peso vem aumentando nos últimos anos?

Segundo a Organização Mundial da Saúde, estima-se que uma em cada três pessoas esteja acima do peso no planeta, e no Brasil não é diferente! Dados apontam que mais de 50% da população está acima do peso, ou seja, na faixa de sobrepeso/obesidade e, entre as crianças, esta porcentagem atinge em torno de 15%, um crescimento que vem assustando, pois já é considerado um problema de saúde pública mundial com altos índices de morbi-mortalidade.

A obesidade é considerada uma doença crônica caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura no organismo, sendo fator de risco para uma série de doenças, como pressão alta, diabetes, alguns tipos de câncer, alterações articulares e respiratórias, como apnéia do sono.

Todas estas alterações diminuem as funções e a independência nas atividades diárias, além de causar alterações emocionais que podem acarretar diminuição da autoestima, depressão e problemas psicossociais.

As causas da obesidade não estão ligadas apenas aos maus hábitos alimentares, voltados para o abuso alimentar e ao sedentarismo. Diversos outros fatores podem influenciar o aumento de peso e excesso de gordura corporal, como fatores genéticos, alterações metabólicas, fatores ambientais, algumas doenças infecciosas entre outros. Porém, é certo que a vida moderna, com rotinas aceleradas de trabalho, estudo e poucos exercícios, levam aos maus hábitos alimentares e ao desequilíbrio entre o aumento na ingestão calórica e o baixo gasto energético, favorecendo o ganho de peso.

A prevenção e cuidado adequado para esta doença deve começar pela MUDANÇA NO ESTILO DE VIDA, com reeducação e equilíbrio alimentar, além de iniciar as atividades físicas corretamente orientadas que podem ser feitas por um fisioterapeuta que, com seu olhar global, poderá ajudar em diversas alterações causadas pela obesidade, diminuindo as dores e compensações posturais, a falta de ar e limitação de atividades, levando assim o indivíduo a ter mais energia e disposição a cada dia.

Procure um fisioterapeuta e invista em sua saúde!!!

Dra. Karla Garcez Cusmanich é mestre em Reumatologia pela USP, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, fisioterapeuta certificada pela Surgical Review Corporation como especialista em cuidados bariátricos (Bariatric Specialist Care SRC) e professora e supervisora da prática fisioterapêutica em Cardiorrespiratória da Unitau.

Doação de órgãos no Brasil

Certo dia, uma jovem senhora passeando na praça sentiu uma dor na cabeça de forma súbita, assim do nada mesmo!!! Sofreu um desmaio, foi resgatada e levada ao Pronto Socorro Municipal (PSM) da cidade.

No PSM, o médico que realizou o atendimento, percebendo a gravidade do quadro a transferiu para o hospital mais próximo. Ah… importante: Isso não significa que todo individuo que apresente uma dor na cabeça de forma súbita esteja em estado grave!

No hospital, o médico suspeitou que a jovem senhora estivesse com morte cerebral ou morte encefálica (lesão irrecuperável do encéfalo). Mas, não pensem vocês que é tão simples assim. A partir desse momento medidas importantes devem ser adotadas para determinar a causa da morte cerebral. O diagnóstico ainda causa polêmica e dúvida principalmente entre os familiares, portanto, deve-se informar a família sempre que houver suspeita. A notificação da suspeita é obrigatória e o diagnóstico independe da possibilidade da doação dos órgãos.

A primeira atitude é determinar a causa da morte cerebral que pode ser, por exemplo, por acidente vascular encefálico (conhecido como “derrame”), traumatismo crânio-encefálico (trauma grave na cabeça), tumores intracranianos e encefalopatia anóxica (redução no suprimento de oxigênio encefálico). São realizadas avaliações em intervalos predeterminados, ou seja, duas avaliações são necessárias para fechar o diagnóstico. Tais avaliações deverão ser realizadas por médicos diferentes e um dos médicos obrigatoriamente deve ser um neurologista ou neurocirurgião. É importante ressaltar que deve existir um intervalo de pelo menos 6 horas entre a primeira e a segunda avaliação. Além disso, é realizado um exame complementar para fechar o diagnóstico.

Um dos exames mais utilizados no Brasil e no mundo é o eletroencefalograma, que detecta se há atividade cerebral. Quando a morte cerebral é confirmada, a família é comunicada imediatamente, além do diretor do hospital e a Central de Captação de Órgãos (avalia o paciente novamente e aborda a família quanto ao interesse na doação de órgãos). Todo paciente com morte encefálica é um potencial doador, mas cabe à família a decisão sobre a doação dos órgãos. A lei, até 1997, dizia que todos os brasileiros eram doadores. Em 2001, a responsabilidade foi transferida para os familiares do paciente morto.

Nem sempre a decisão da família é doar. A pessoa está ali, no hospital, com o cérebro morto e o coração batendo? Difícil aceitar que ela morreu, não é mesmo? Dados de setembro de 2017 relatam que a taxa de notificação de potenciais doadores persiste aumentando (51,6 por milhão de população). No entanto, com essa porcentagem, o país se mantém em um nível intermediário de doações no mundo.

Vocês sabiam que uma pessoa pode doar rim, fígado, coração, pâncreas, pulmão, córnea, pele, entre outros? Bem, sabe aquela senhora do começo da historia? No caso dela, um exame demonstrou que ela sofreu um grande acidente vascular encefálico, deixando-a sem chance de sobreviver. Realmente estava com morte cerebral confirmada e era uma potente doadora. Infelizmente, por falta de informação da família e por conta da paciente nunca ter manifestado interesse na doação de órgãos, nenhum órgão foi doado. Inúmeras pessoas poderiam ter sido beneficiadas nesse caso! Informem-se! Comuniquem os familiares sua intenção na doação de órgãos. Doar órgãos é um ato de solidariedade, mas acima de tudo um ato de amor.

Dra. Daniela M. F. Paes de Barros é mestre em Engenharia Biomédica pela UMC, fisioterapeuta com título de especialista em Terapia Intensiva no Adulto pela Associação Brasileira de Fisioterapia Cardiorrespiratória e Fisioterapia em Terapia Intensiva e docente e supervisora da pratica fisioterapêutica em Cardiorrespiratório (UTI) da Unitau.

Quem nunca teve dores nas costas?

Não há dúvidas de que um dos grandes problemas da humanidade são as dores nas costas. Estudos demonstram que o que mais gera anos de vida perdido e anos de vida com incapacidade são problemas decorrentes da dor lombar.

Mas como tentar mudar esta situação? A ciência atualmente nos aponta que um dos grandes fatores de perpetuação da dor nas costas são as atitudes que temos após a primeira crise de dor. Sim, as atitudes após uma dor podem facilitar com que permaneçamos com crises e desta forma tenhamos dores crônicas e incapacitantes.

Desta forma, percebe-se o quanto torna-se importante boas orientações à população. Pequenas atitudes diante da primeira crise de dor podem ser o grande diferencial para minimizar as chances da mesma se tornar crônica. Aqui estão algumas dicas:

-após a primeira crise de dores nas costas, evite ficar em repouso prolongado. Preconiza-se no máximo três dias de repouso e após isto volte gradativamente para as suas atividades do dia a dia;

-continue a maioria das atividades e hobbies que você estava acostumado, mesmo que a sua coluna esteja um pouca dolorida;

-aumentar gradualmente sua atividade diária, ou seja, movimentar-se, pode ajudá-lo a recuperar mais cedo;

Saiba que pessoas fisicamente mais ativas costumam sofrer menos de dores nas costas e recuperar-se mais rapidamente. Não deixe as dores te aborrecer e se esforce para se manter ativo. As pessoas que lidam melhor com a condição são aquelas que permanecem ativas e seguem com sua vida, apesar da dor. Pense nisto!

Professor Dr. Renato José Soares é doutor em Biomecânica do Movimento pela USP e supervisor da prática fisioterapêutica em Ortopedia e Traumatologia da Unitau.

Apresentação da equipe

Olá Leitor!!

É um prazer tê-lo conosco!!

Esse blog foi criado por professores fisioterapeutas da Universidade de Taubaté com o propósito de apresentar boas e importantes informações de saúde.

Iremos compartilhar o conhecimento de prevenção, cuidados e orientações para manter-se saudável.

Conheça nosso time:

Dra. Alex Sandra Cerqueira

Dr. César Antônio Pinto

Dra. Daniela Machado Faria Paes de Barros

Dra. Fernanda Passos dos Reis Ervilha

Dra. Juliana Cátia de Oliveira

Dra. Karla Garcez Cusmanich

Dra. Karla Rodrigues Cavalcante

Dra. Lorena Cecilia Valenzuela Reyes

Dra. Luciana Cristina Steinle Camargo

Dra. Máyra Cecilia Dellú

Dra. Nadiely Silva Barros Diniz

Dr. Renato José Soares

Dr. Rubens Corrêa Araújo

Dra. Sabrina Pinheiro Tsopanoglou

Dra. Tatiane Lopes Patrocínio da Silva

Dra. Wendry Maria Paixão Pereira

Vamos viver mais, melhor e In.Forma com a Saúde!

Fique conosco e convide seus amigos!!

Obrigada.

Uma parte da equipe do In.Forma Saúde (Foto: Leonardo Oliveira/Unitau)

Outra parte da equipe do In.Forma Saúde (Foto: Leonardo Oliveira/Unitau)