Novembro Azul: prevenção ao câncer de próstata

Com o envelhecimento da população, o número de casos de câncer de próstata vem aumentando e é o segundo mais frequente no país. No entanto, muitos homens se recusam a falar sobre o assunto.

Próstata é uma glândula que fica abaixo da bexiga e envolve a porção superior da uretra (por onde passa a urina). Ela não é responsável pela ereção e orgasmo. Nos jovens, tem o tamanho de uma noz e cresce com o envelhecimento (Hiperplasia Prostática Benigna). Pode também se inflamar levando à prostatite. Mas o que preocupa é o número de mortes por câncer de próstata (atrás apenas do câncer de pulmão).

Idade, histórico de câncer de próstata na família (pai ou irmão com a doença antes dos 60 anos), raça (afrodescendentes), hábitos alimentares (dieta pobre em frutas, verduras, legumes, cereais e rica em gorduras) e o sedentarismo, que levam ao sobrepeso ou obesidade, são fatores de risco para este câncer. O tumor pode crescer devagar e sem sintomas importantes durantes décadas, mas pode crescer e espalhar-se a outros órgãos causando morte. No início, não apresenta sintomas específicos, mas depois podem aparecer dificuldade de urinar, sangue na urina, diminuição do jato na urina, necessidade de urinar mais vezes durante o dia e/ou à noite.

No diagnóstico, o médico considera a história do indivíduo, exame físico (incluindo toque retal), exames laboratoriais (PSA- antígeno prostático específico), exames de imagem e biópsia confirmatória. O toque retal e o PSA se complementam na investigação inicial da doença. Se confirmado o tumor, o tratamento se dá de maneira individual, baseado na agressividade, nas condições e expectativa de vida do paciente e, nas preferências do indivíduo e do médico. Os tratamentos podem variar desde acompanhamento vigilante, prostatectomia radical (retirada da próstata), radioterapia, braquiterapia, terapia hormonal e quimioterapia.

Após a prostatectomia radical, podem surgir complicações como a incontinência urinária e disfunção erétil. Estas consequências podem impactar a qualidade de vida dos indivíduos acometidos. O melhor tratamento para a incontinência urinária é a fisioterapia que utiliza o treino dos músculos do assoalho pélvico e deve ser realizada, preferencialmente até um ano após a cirurgia. Para mais esclarecimentos, procure um profissional de sua confiança e lembre-se, prevenção é o melhor remédio.

Lorena Cecilia Valenzuela Reyes é professora do Departamento de Fisioterapia da Unitau e mestre em Biogenharia pela USP de São Carlos.